quarta-feira, 30 de abril de 2014

Nunca mais?



Palavras de fidelidade.
Justificativas pertinentes.
Será?
Aperta-se e escapa...
Perguntas, abstrações.
Por que?
Relutância em dar-se.
Não perder o medo.
Nunca mais?

Texto de Teresa Azevedo

Pintura de John Godward

Te curo



“Te curo”


Eu te retrato e emolduro,
Apega-te aos meus braços.
Eu te explicito: afasta-te!
Imploro perdão, e te curo.

Fragmento de poesia de Teresa Azevedo (ex & ...)
Pintura de Julius Kronberg


terça-feira, 29 de abril de 2014

O vestir e despir da vida



Fantasias de papel, de cordel e de cetim.
Não é pelo carnaval, é pela vida, assim.
Vão de preto, saem de branco
Cortam e costuram os dias
Curtem e atuam em magias.
Sonhos furta-cores
De amores são também dores.
Cumprem-se os risos e os choros.
Cores mil, brilhos sem fim, explosões
Caramelos, doces, sabores mesclados
Salgados, amargos e apimentados.
Danças, cadências, tendências
Espelhos de cristal, moedas de ouro, estouro.
Um fim, um sim, um cortejo de luto, luta.
Brocados, bordados, tramados, drapeados.
São dois pra lá, dois pra cá
Samba, blues, jazz, tango, valsa, bolero.
Um olhar perdido, sumido, caído
Um adeus, um olá.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Paixão Vivaz



O sol baixa a guarda e se aninha na tarde.
Esta, de malas prontas, anseia o passar do turno.
No horizonte já desponta a noite sorrateira,
vem iluminada pelo clarear da lua cheia.
Um estado de poesia é contemplado no ar,
a paixão dos amantes já desponta vivaz...

Texto de Teresa Azevedo.
Adquira os livros da autora no site: www.clubedezutores.com.br
Pintura de Lord Frederick Leighton

ATENDIMENTO EM HOSPITAL PÚBLICO



Texto e ilustração de Teresa Azevedo extraídos do livro "Poesia com Brandy" que pode ser adquirido no site clubedeautores.com.br




Nuances de corpos


Nuances
Navegando
Insolentes
Intrigantes
Amplas
Astutas
No corpo das gentes
Na força do amor.
No instigar das Paixões

Texto extraído do livro “Peripécias de Poeta” de Teresa Azevedo que pode ser adquirido no site www.clubedeautores.com.br


Pintura de Francisco Goya

Minha mente


Minha mente

Minha mente é mesmo assim: pensa, pensa e pensa...
Voa, voa e voa.
Sou como um pássaro que sobrevoa
muitos ninhos ao mesmo tempo.
Eu sempre estive entorpecida
sem jamais usar qualquer droga ilícita,
Sempre gargalhei sem ouvir piadas
e me debulhei em lágrimas sem ouvir "nãos".
Sou intensa! 
Gosto de falar sem receios de ser mal interpretada –
ainda que seja
– Não dou acabamentos finos às minhas palavras,
especialmente para pessoas em quem confio.
Já me compliquei por ser assim,
mas não tenho reservas em pedir perdão.
E peço, repeço, imploro e choro se for preciso:
apenas me rasgo e desnudo.
Falar como falo me faz sentir no clímax
sem que lá esteja.
Descanse! Tenho plena consciência dos limites,
o que almejo é apenas um pingue-pongue de verbos.

Texto de Teresa Azevedo extraído do livro “Ondulações” que pode ser adquirido no site www.clube deautores.com.br

Pintura de Alphonse Mucha

Maria de João também tem dono!


Entram em cena as gazelas.
Já é noite. É inverno e chove,
Ele perambula pela rua a buscá-la, sua.
Olha para as loiras, as morenas, as negras.
Não. Busca Maria, Maria de João.
Ela é uma japonesa enorme, bela que só
Corpo torneado, pele dourada.
Naquela esquina está a tal. Linda, quase nua,
Revestida apenas de uma pele em transversal.
Tamancos de salto agulha sem os quais,
Maquiagem forte recobre o rosto
De tal modo que se torna fosco.
Cílios enormes, sombra nos olhos
Batom carmim, bolsa pequena de cetim.
Ninguém sabe por que Maria, nem tão pouco de João.
Muitos a querem. Mas ela, quando o vê,
Não tem para mais ninguém,
Já não há busca, fica em paz.
- Qual o nome dele? Alguém pergunta.
-Será João? Outro questiona.
- Não sei, mas ele é o dono de Maria.
Entra ela no carro, e ele arranca veloz
Somem na noite.
Quem sabe é João e, com certeza, sua Maria...


Texto de Teresa Azevedo extraído do livro “Faíscas da Paixão” que pode ser adquirido no site www.clubedeautores.com.br


Pintura de Alphonse Mucha

Loucura II

Vieram os homens.
Arrombaram minha mente,
Destroçaram meus sentidos.
Condensaram minhas lembranças e
Retalharam meu ser original.
De mim restou apenas palha
Seca e sem vida.
Desidratada...

Texto de Teresa Azevedo extraído do livro “Poesia com Brandy” que pode ser adquirido no site www.clubedeautores.com.br

Pintura de  Edvard Munch

Impaciência


 Impaciência

Onde podemos ir com nossa impaciência? Com certeza não onde pretendíamos chegar.


Texto extraído do livro “Espelhos & olhos” de Teresa Azevedo

Pintura de John William Godward

Grito



Um grito ressoou...
Gritei aos quatro cantos!
Grito que era meu, hoje é do mundo.
Grito rouco, grito fundo, profundo.
Um grito ecoou no eco do mundo!

Texto extraído de livro de Teresa Azevedo que pode ser adiquirido no site www.clubedeautores.com.br

Pintura de Edvar Munch

domingo, 20 de abril de 2014

Ensurdeci




Convite pipocando no ar.
Bailar no encantamento,
rodopiar na emoção.
Entre pirilampos,
verdes campos,
borboletas azuis.
Estranhos modos,
montanha-russa,
brutos, pasmos,
condescendentes.
Ensurdeci aos gritos!
Fugi no adeus...

Texto de Teresa Azevedo extraído do livro” Poesia com Brandy” que pode ser adquirido no site www.clubedeautores.com.br


Pintura de Gustave Courbet

Dono dos meus caprichos




Vem satisfazer-me agora
deixe tudo e sobe no teu cavalo alado.
Pega carona com o vento,
Ou, como um navio mercante,
ancora no porto da minha vida
e traz o que de melhor tens para mim.
E, ao chegares, faz-te meu
como só tu sabe ser.
Toma a mim e me doma
como preciso ser domada.
Leva-me às maiores alturas e sejamos um
como já somos abençoados por Deus.
Respeita meu espaço e delimita o teu
para que não usurpamos um do outro em tragédia,
e não permitas que nos percamos no tempo,
no cotidiano vil, nem nas assolações da mesmice.
Inovemos em uma dança, tu e eu, eu e tu,
par perfeito, dançante e cantante na sinfonia da vida.
E, quando o inverno de nossas vidas chegar,
que possamos nos lembrar,
tu de mim, eu de ti,
para sempre nós,
eternamente um.


Texto Teresa Azevedo retirado do livro “Você , meu porto Seguro”
Pinturas de Frank Dicksee

Crescer sim, beber não



Crescer sim, beber não!

 

Vrum...! Brincou menino.

Cresceu guri... Ah! Bebeu!

Não!!! Atropelou...

 

Texto de Teresa Azevedo


Pintura de Henri de Toulouse Lautrec

CASCA






...Cale meus lábios com seus beijos



...Cale meus lábios com seus beijos
E percorra meu corpo com seus dedos,
Com sua mão tão macia.
Dê-me a seiva do seu íntimo...

Texto de Teresa Azevedo
Pintura de Sir Thomas Francis Dicksee

EGOÍSMO


 

EGOÍSMO


Não o vejo, nem sinto.
Casca de mim...
Eu e eu!!!

Texto de Teresa Azevedo Extraído do livro “Poesia com Brany que pode ser adquirido no site www.clubedeautores.com.br

Pintura de Charles Courtney Curran


Nós no bosque





sexta-feira, 18 de abril de 2014

"Eu"




“Eu”

Framentada, imprevisível,
Inconstante, preguiçosa,
Eufórica, depressiva,
 Indefinida, nítida,
Aqui para ser descoberta.
Oculta em medos por proteção.
Cantada, dançada, falida, cansada.
Em algum tempo: linear, fora de mim eu sei...
No espaço longínquo, quase inascessivel.

Texto de Teresa Azevedo
Pintura de Júlio Romero de Torres

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Com a força dos temporais



Com a força dos vendavais,
Com a energia dos amantes,
No compasso de nossa música.
Venha hoje e sempre!

Fragmentos de poesias de Teresa Azevedo
Pintura de Wassily Kandinsky

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Pensamentos diversos




Como girassóis - Como os girassóis estão sempre voltados para o sol, sejam nossos olhos, mente e coração sempre voltados para Deus.

Carne suprema - Quando a carne é supremacia, o espírito e coração lhe são submissos, a inconsequente reina e escraviza o ser.

Inconsequência - A inconsequencia é algo perigoso demais para andarmos de mãos dadas.

Viver sem medos - Se me encolho e me escondo, não me permito o prazer da vida.


Texto de Teresa Azevedo extraído da agenda 2010 do Portal do Poeta Brasileiro


Pintura Naif da Acadêmica da ANLPPB, Poeta, Artista Plástica e Contadora de Histórias Dalva Saudo

O amor do Poeta é infinito




Vamos tocando a vida,
na corrida, na lambida do tempo.
Aquele que passa, não se laça,
nem se pode parar ou amarrar.


Vamos fazendo história,
na memória ou em glória.
Alguns de nós com glamour,
outros apenas com histórico estupor.


Vamos pintando quadros,
que para alguns são negros,
para outros furta-cores.
Para nós, os poetas, com muitas flores.


Vamos cozendo os rotos,
e delineando os rostos.
Fazendo da tristeza poesia.
Do choro e do amor sintonia.


Compondo as curvilíenas formas.
Dos andares de donzelas,
ou os musculares corpos
dos fortes amantes delas.


Das dores fazemos rimas,
alguns grandes obras primas.
No amor é que buscamos vida.
Poeta sempre ama sem medida.


Nem bem acaba um amor,
logo outro está na fila,
de forma ardente ele ama o desamor,
ama a tristeza, dos olhos não só a pupila;


A natureza, o amigo, o bom vinho.
Como trem encarrilhado.
Poeta ama o amor, o desalinho,
Tudo o que existe e até o que não foi inventado.


Poeta é ave que voa alto
vem longe e escuta além dos ouvidos.
Tem coração doce,
que pulsa de dar alaridos.





Extraído do texto de Teresa Azevedo da Agenda 2010 do Portal do Poeta Brasileiro
Pintura de Clement Pujol de Guastavino

terça-feira, 1 de abril de 2014

Vai linda e solta, desnuda mulher


Vai linda e solta, desnuda mulher.
É tarde, a chuva parou por hora
E a mulher desnuda já se vai
Sem pompa, sem choro, sem desespero.

Vai ela de encontro à pausa
Seu ser está sem brilho, mas calmo.
Há um fôlego a se abrir e florir,
Há um tempo de se ouvir, de falar.

Tempo de se calar, deitar e descansar.
Desnuda mulher de preconceitos,
Caminha nua por todas as ruas, sem medo.
Veste-se apenas de amor e resplendor de alma.

Vive de atitudes, amiúde, sua chama.
Vá linda e solta, desnuda mulher!
Dê-me um beijo de chuva
Molhado de amor.

Com gosto de pura uva
Acetinado como a lua
Repleto de crateras
Recheado de quimeras.

Beije-me mulher, roce-me a nuca.
Vem com o mel de seus seios
Aninhar-me em seus meios
Aguçar-me de paixão.

E depois me dê sua mente e coração.
Ardo por seu corpo
Anseio pelo seu ser
Respiro seu viver.

Vem, desnuda mulher, que lhe aguardo!
Sou vampiro e anelo suas veredas.
Guarda seu medo de mim,
Não sou seu mal.

Sou apenas o bem que lhe falta.



Poesia extraída do livro de Teresa Azevedo “Faíscas da Paixão” que pode ser adquirido através do site www.clubedeautores.com.br

Dia dos pais 2014

"Pai"

Figura forte e magnânima.
Espelho de coragem, força e determinação.
Carisma, exemplo a ser seguido, baluarte da edificação FAMÍLIA.
Instituído por Deus para liderar seu clã e conduzi-lo através de sua existência e além.

Lembro-me do meu que ainda que por meses se ausentasse, seu carinho e força marcavam sua estada.
Ainda que tantas falhas tivesse, minha memória dele guarda dele só os bons dias de outrora.
E hoje quando o vejo contido, dependente, enclausurado em seu próprio corpo em completo amor o contemplo.

Ao olhar ao pai dos meus três filhos, dois de coração e um biológico. Minha gratidão não tem tamanho. Meu amor por ele mais me eleva a alma e meus dias se colorem em brocados de felicidade.

Neste dia dos pais, para completar meu êxtase, também posso cumprimentar meus dois filhos mais velhos.

Hoje, Dia do Pais, levanto um brinde a estes que me são tão caros e todos que em cada lar é representado. Minha oração a Deus é para que os faça compreender sua importância. Encha a todos, em nome de Jesus, de força e sabedoria e que em seus corações não falte amor e compreensão jamais.

E cada um de nós filhos que somos, saibamos valorizá-los mais e mais.

Parabéns por seu dia Pai!

Teresa Azevedo