segunda-feira, 31 de março de 2014

Maria de João também tem dono



Entram em cena as gazelas.
Já é noite. É inverno e chove,
Ele perambula pela rua a buscá-la, sua.
Olha para as loiras, as morenas, as negras.
Não. Busca Maria, Maria de João.
Ela é uma japonesa enorme, bela que só
Corpo torneado, pele dourada.
Naquela esquina está a tal. Linda, quase nua,
Revestida apenas de uma pele em transversal.
Tamancos de salto agulha sem os quais,
Maquiagem forte recobre o rosto
De tal modo que se torna fosco.
Cílios enormes, sombra nos olhos
Batom carmim, bolsa pequena de cetim.
Ninguém sabe por que Maria, nem tão pouco de João.
Muitos a querem. Mas ela, quando o vê,
Não tem para mais ninguém,
Já não há busca, fica em paz.
- Qual o nome dele? Alguém pergunta.
-Será João? Outro questiona.
- Não sei, mas ele é o dono de Maria.
Entra ela no carro, e ele arranca veloz
Somem na noite.
Quem sabe é João e, com certeza, sua Maria...





Texto extraído do livro “Faíscas da Paixão” de Teresa Azevedo que pode ser adquirido no site www.clubedeautores.com.br

Onde adquirir meus livros

No site www.clubedeautores.com.br você pode adquirir meus livros:
  • Reflexões no Espelho - Reflexões
  • Poéticas Confidências Libidinosas - Confissões
  • Faíscas da Paixão - Poesia
  • Peripécias de Poeta - Poesia
  • Poesia com Brandy - Poesia
  • Você meu Porto Seguro - Poesia
  • Caramelos Emaranhados - Romance e Campanha sobre Doação de Órgãos e Tecidos
  • Ondulações - Poesia/Proposta Interativa
  • O outro lado de Sameli Mendes - Romance com ênfase em problemas de saúde mental
Adquira o seu!

Quisera eu fosse assim




Fitilhos de cetim,
Beijos em boca carmim.
Pacto de sangue
Ao léu, no mangue.
Pedras brutas
No caos, em lutas.
Mãos seguras,
Coesas figuras.
Melado, doce
Quisera eu que assim fosse.
Melancolia, flores,
Magia em dores
Permeiam corpos,
Todos quase mortos.
Plurisensoriais
Descobertos, neurais.
Petelecos de farra
Sedução na marra.
Clareia a lua,
E ela nua.
Ele, boto
Não rosa, morto.
Jurubebas* e jamelões* curativos
Para livrá-los dos martírios.
Presunção de hoje,
Inquietude do amanhã.


Texto de Teresa Azevedo, extraído livro “Faíscas da Paixão”

Adquira os livros de Teresa Azevedo no site www.clubedeautores.com.br


*Jurubeba é uma planta medicinal de sabor amargo, a medicina popular recomenda o seu chá como tônico cardiovascular, estimulante do apetite, do fígado (colagogo) e do baço, contra problemas da digestão, diurética, hipoglicemiante, antianêmica, febrífugo e cicatrizante. Há casos de utilizações da Jurubeba em tratamento de afecções da pele, como a acne.

Jamelão é uma planta cuja casca na forma de pó de decocção, é, popularmente, usado contra: hemorragiasleucorreia e disenteria. O pó das sementes é usado no tratamento da diabete.

Fêmea minha, homem meu!



Ele:
Captarei seus ecos nesta noite seca.
E na escuridão sem lua quero vê-la nua,
Tocar seu corpo e sentir seu cheiro.
Cheiro de mulher, de fêmea minha.
E nas vertentes de nosso amor
Serei seu e você minha.
Seremos um, apenas nós.
Molha meus lábios com seus beijos,
E ainda será noite quando eu partir.
Não chore, por favor,
Pense apenas que sempre voltarei.
Não há no mundo nada que me prenda.
E quando o sol raiar e não estivermos juntos
Saiba que estarei pensando em você,
Pois nada mais me fascina.
Só você anima meu corpo.
Apenas em você sou eu mesmo,
Em você me completo
E me encontro a cada instante.

Ela:
Eu o vejo aqui,
O vejo em mim.
Desenhado em meus lençóis,
Nossas alcovas.
É meu amigo e companheiro.
Às vezes é apenas o travesseiro.
Em alguns momentos é um sonho
Em outros, realidade.
Mas nunca foi pesadelo.
É meu sol, minha lua
Meu ar, meu par.
Mesmo distante está aqui,
Tão próximo e tão meu.
E eu que sou tão e somente sua
Vivo cada dia a desejar
Que juntos possamos estar.
Cada um no que é seu.
Individualmente um,
Unicamente dois,
Nós apenas sós.
Venha ou deixa-me ir.



Texto extraído do livro “Faíscas da Paixão” de Teresa Azevedo adaptado para performance sob a direção da autora e apresentada na CENAPEC e na Câmara Municipal de Paulínia.


Adquira o livro "Faíscas da Paixão" e outros livros da autora no site www.clubedeautores.com.br

O vestir e despir da vida


Fantasias de papel, de cordel e de cetim.
Não é pelo carnaval, é pela vida, assim.
Vão de preto, saem de branco
Cortam e costuram os dias
Curtem e atuam em magias.
Sonhos furta-cores
De amores são também dores.
Cumprem-se os risos e os choros.
Cores mil, brilhos sem fim, explosões
Caramelos, doces, sabores mesclados
Salgados, amargos e apimentados.
Danças, cadências, tendências
Espelhos de cristal, moedas de ouro, estouro.
Um fim, um sim, um cortejo de luto, luta.
Brocados, bordados, tramados, drapeados.
São dois pra lá, dois pra cá
Samba, bluesjazz, tango, valsa, bolero.
Um olhar perdido, sumido, caído

Um adeus, um olá.

Texto extraído do livro "Faíscas da Paixão" de Teresa Azevedo, que pode ser adquirido no site:
www.clubedeautores.com.br

sábado, 29 de março de 2014

O amor é desalinho

O amor é desalinho
Desatino de rendição
Despropósito de correção.

É fascínio incontido
Fermento excedido
Exorbitância em dar-se.

É compensação mínima,
O criar de uma obra-prima

A permear o infinito.


Poesia extraída do livro "Faíscas da Paixão" de Teresa Azevedo
Pintura de Claude Monet "O terraço de Saint Andresse" - 1867

sexta-feira, 21 de março de 2014

Sinopse e proposição do livro “Ondulações”

Você já observou a ondulação das marés? Percebeu que ao passo que uma onda avança, a outra vem atrás e a sobrepõe? Ouviu seu rugido indecifrável, mas incontestavelmente lindo? Compreendeu a existência de sua bela sincronia enquanto uma segue a outra e, juntas, seguem outras até todas formarem o mar, que se junta ao sol no horizonte na mais bela das paisagens?
É esta minha proposta: crescer, fluir, sobrepor, jorrar, misturar e formar a mais bela das paisagens poéticas a ser vislumbrada pelo universo real a ser transformado.
Venha comigo às ONDULAÇÕES.

Texto retirado do livro “Ondulações” de Teresa Azevedo
Imagem: Dalva Saudo






quinta-feira, 20 de março de 2014

Reencontro


 
Nova jornada, reencontro.
Respeito, diferenças, evocação às emoções.
Busca de corpos, afagos diários...

Ex & ...


Autoria: Teresa Azevedo

Dedicado ao amado de minh'alma.

terça-feira, 18 de março de 2014

Poção Lírica

Poção lírica
A poeira abaixa.
Vai-se a traça.
Vira dia e noite.
E cá estamos nós
no mesmo caldeirão.
Ao fim, a mesma poção!

Texto de Teresa Azevedo - retirado do livro 
"Peripécias de poeta"
Imagem: Federico Fiori Barocci - Museu do Louvre - Paris, France

Beco dos solitários



Beco dos solitários


Congele minhas mãos como gélido frio do ártico
Abandone meu corpo como em sepulcro
Esqueça-me com amnésia profunda,
Mas no dia em que despertar sem mais quem
Pode voltar sedento e sonde-me,
Quem sabe não estarei tal qual me disse.
Vá por um caminho com reviravoltas
E quando chegar ao beco dos solitários procure-me.
Pode ser que eu lá me encontre também
E ali mesmo, nas paredes sujas pelos pichadores, quem sabe flores...

(E... em um circundar da vida, nova mescla de nós, um florescer ao acaso)



Texto extraído do livro “Você, meu Porto Seguro” de Teresa Azevedo

Foto extraída do link http://catracalivre.com.br/sp/ar-livre/gratis/travessa-na-zona-oeste-ganha-grafitagem-e-revitalizacao-artistica/

domingo, 16 de março de 2014

Obsoletamente imprescindível


Cintila a luz com teu ardor,
plagia meus mundos e eu, permissão.
Funde pleno em meu ser,
compacta em meus moldes, pulsante e erétil.
Procria e provoca, torna-te obsoleto.
Mas a distância de um braço, não mais...


Texto retirado do livro “Você, meu porto seguro” de Teresa Azevedo


sábado, 15 de março de 2014

Dono de meus caprichos


Vem satisfazer-me agora
deixe tudo e sobe no teu cavalo alado.
Pega carona com o vento,
Ou, como um navio mercante,
ancora no porto da minha vida
e traz o que de melhor tens para mim.
E, ao chegares, faz-te meu
como só tu sabe ser.
Toma a mim e me doma
como preciso ser domada.
Leva-me às maiores alturas e sejamos um
como já somos abençoados por Deus.
Respeita meu espaço e delimita o teu
para que não usurpamos um do outro em tragédia,
e não permitas que nos percamos no tempo,
no cotidiano vil, nem nas assolações da mesmice.
Inovemos em uma dança, tu e eu, eu e tu,
par perfeito, dançante e cantante na sinfonia da vida.
E, quando o inverno de nossas vidas chegar,
que possamos nos lembrar,
tu de mim, eu de ti,
para sempre nós,
eternamente um.

Texto de Teresa Azevedo retirado do livro “Você , meu porto Seguro"
Imagem: Poesias Sinceras Art’’s Sharrme

Bolhas de ar no meio do lago


Olhe ao longo do lago, veja as bolhas que se formam de tempos em tempos - sou eu tentando emergir, querendo respirar, mas logo volto para o fundo. E na escuridão repleta de limbo todo escorregadio e frio pego-me com medo, encolhida e sem outros iguais a mim.

Nem sequer sei como vim parar aqui, se com ou sem motivo, sei apenas que estou e quero sair.
Olhar e vejo uma luz sobre mim e ela me anima, há esperança. É o Sol que brilha me chama à vida. É por Ele que volto a respirar e insisto em reviver.
Ele me chama à vida, sei que mesmo quando for noite e eu não o puder ver estará oculto e silencioso.
Na verdade o que falta é o gancho que me manterá fora da água. O gancho está a margem do lago - poderá vir de mim mesma, de você ou de outra pessoa ou uma palavra mágica palavra a me fisgar...


Texto de Teresa Azevedo

Nossa convivência x transtorno bipolar


Como sofri como seu modo criança e duro ao longo 
dos anos. Como sofreu como meu lado oscilante, descompensado - ora triste ora extremamente animado, as vezes carente, outras ríspido, em tantos momentos perdida, em outros tantos com a certeza do que tinha que fazer, impulsiva, explosiva, apreensiva, dócil, mesquinha, lenta ou fugaz.
Daqui em diante sejamos como duas paralelas, nada mais, que meu caminho seja sereno e leve, mas que ainda tenha força e vigor para realizar o que desejo e necessito e que o seu seja maduro e apto a compreensão como já tem sido. Não venha me com antagonismos e distanciamentos, ande apenas ao meu lado...
Já me fez perdida e confusa. Hoje,novamente juntos, cruzados, respeitando limites e diferenças. sinto-me tranquila.

Sejamos apenas como paralelas que de tão próximas parecemos uma reta aos olhos do mundo.


Texto de Teresa Azevedo



sexta-feira, 14 de março de 2014

Entre no link http://www.husm.ufsm.br/cihcot/ e saiba mais sobre Doação de Órgãos e Tecidos


http://www.husm.ufsm.br/cihcot

Palavra da Comissão


Com enorme satisfação, estamos iniciando a entrada na rede mundial de computadores com uma página ágil e educativa, certamente mais um passo na divulgação desta causa tão importante e solidária - doar órgãos. Este passo é um marco em nossa caminhada para levar o máximo de conhecimento à sociedade sobre nosso trabalho e as etapas da doação de órgãos e tecidos.
Neste momento de alegria com esse novo avanço, torna-se oportuno uma rememoração desta trajetória desde os seus primeiros movimentos. No final de 2000, com a regulamentação das Comissões intra-hospitalares de captação de órgãos e tecidos, o HUSM criou sua comissão. Em abril de 2003, assumimos a coordenação desta comissão. Em 2004, conseguimos rotinizar nossos procedimentos e iniciar um programa de educação permanente intra-hospitalar em captação de órgãos e tecidos. Também criamos nossa logomarca. Hoje, contamos com rotinas e todos os setores do hospital envolvidos diretamente são sabedores destes procedimentos.
Neste momento de lan�amento, temos que dividir os méritos das nossas atividades com vários colaboradores, em especial, com a equipe da CTI, do Pronto Socorro, do Bloco Cirúrgico, com os neurologistas do Pronto Socorro, com a radiologia, o laboratório, o Departamento Médico Legal, assim como, todos os funcionários do hospital que tiveram o carinho por esta causa. Agradecemos, em especial, à enfermeira Tânia Hansel que esteve na comissão até o início deste ano e contribuiu de forma efetiva na composição de nossas ações. Ainda e, principalmente, às famílias que souberam conjugar tão bem o verbo doar vida.
Dr. Rafael Cauduro - Coordenador da Comissão Intra-hospitalar de Captação de Órgãos e Tecidos - CIHCOT


 
Depoimentos

A doação de órgãos é uma lição de amor e cidadania, e as pessoas buscam informações e concordam cada vez mais com o ato. A retirada de órgãos ocorre depois de constatada a morte cerebral, enquanto o coração continua pulsando e mantendo a irrigação sanguínea do corpo. É importante saber que a função da equipe médica e o seu objetivo é salvar vidas e a doação só será cogitada quando realmente a morte cerebral for verificada. Doar órgãos é um ato de superação, pois no momento da morte de um ente querido os familiares encontram-se muito sensibilizados. Mas, o sentimento de solidariedade e a certeza de ter salvo vidas pode confortar o coração e abrandar a dor. Atualmente, o Rio Grande do Sul tem mais de 3,3 mil pessoas que esperam na fila por um transplante de coração, rim, fígado, pâncreas, pulmão ou córneas.
Abaixo você confere depoimentos de pessoas que receberam órgãos, de familiares de doadores e de pacientes que aguardam pelo transplantes.

    "Antes do transplante, a vida era muito difícil, eu não tinha disposição nenhuma pra sair de casa, até comer era complicado, além disso, três vezes por semana eu precisava vir até Santa Maria para fazer hemodiálise.
    O problema é que onde eu moro não tem ambulância, por isso vinha de ônibus. Eram três horas de viagem até o hospital, às vezes fazia diálise só por duas horas (o ideal seriam quatro) porque precisava voltar pra rodoviária.
    Agora tenho uma vida normal, posso sair e sou muito mais disposto pra tudo. Queria conhecer as famílias que me ajudaram, mas é muito difícil. Gostaria que eles soubessem que graças a Deus e a esse ato de superação, hoje eu estou bem."
Wilson de Moura - recebeu um rim há quatro anos.

    "Eu acredito que os familiares dos receptores devem ter ficado rezando pela gente, porque ficamos bem. Apesar de ele ser novo, ter quarenta e dois anos, dois filhos e ser totalmente saudável, foi algo que aconteceu de repente, nos pegou de surpresa, mesmo assim ficamos bem, acho que os receptores rezaram por nós sim.
    Quando aconteceu foi um choque pra gente, mas eu nem esperei a comissão vir fazer a abordagem, quando constataram a morte cerebral eu fui até os médicos e avisei que meu irmão era doador. Nem perguntei ao meu pai e minha mãe, sabia que esta era a sua vontade e que se começássemos a ponderar acabaríamos vacilando, porque o maior medo que os familiares têm é de que o paciente não esteja realmente morto. É muito difícil tu ver o corpo corado, quente, com o coração pulsando e ter de se convencer que a pessoa não está mais lá.
    O sentimento que fica é o de ter ajudado alguém, é confortante saber que existem pessoas que foram salvas pelo meu irmão, ele ajudou oito pessoas e eu sei que onde estiver, com certeza está feliz."
Maria Eliane Savegnago - Enfermeira - doou os órgãos do irmão.

    "Hoje, depois de 16 anos de transplante, cada dia que passa eu considero uma vitória. O que eu gostaria de dizer pras pessoas é que essa nova vida só me foi possibilitada pela família do doador, um metalúrgico de Canoas, que naquele momento extremo de dor, de agonia, de sofrimento, teve a coragem de fazer a doação, e eu sou eternamente grato a essa família, embora não a conheça.
    Pra mim foi muito difícil porque eu tive que mudar os meus hábitos, passei a ter muitas limitações, principalmente, profissionais, já que eu trabalhava com esportes. Em 1988, eu tive a primeira parada cardíaca, a partir daí, a doença evoluiu e tive que ir pra Porto Alegre, mas ainda não estava na fila de espera pelo coração porque os médicos queriam tentar alguns poucos procedimentos que talvez pudessem salvar a minha vida. Porém, a doença continuou evoluindo até que eu tive a segunda parada cardíaca e fui obrigado a entrar na fila e esperar por um coração. Isso aconteceu em maio de 1989 e como eu era um paciente de risco, em quinze dias recebi o órgão. Hoje estou com 52 e dois anos e voltei a desenvolver minhas atividades normalmente."
Jo�o Carlos Cechela - 52 anos - recebeu um coração há 16 anos.

    "Há oito anos e meio faço hemodiálise e estou na lista de espera pelo transplante há mais de seis. Já fui relacionado várias vezes para transplante. Perdi a conta, mas acho que foram mais de 15 vezes e ainda não encontrei doador compatível. Minha família é de Caiçara, no Norte do Estado, e eu tive que vir para Santa Maria em função da hemodiálise. Antes de começar a fazê-la, vinha para cá a cada 120 dias para os exames e consultas de controle. Esse período, do diagnóstico até o início da hemodiálise, foi de dois anos e meio.
    Ainda falta esclarecimento sobre a doação, principalmente, em relação à morte cerebral. Há muita dúvida também quanto ao procedimento de retirada de órgãos. Eu mesmo já fui questionado sobre isso, há pessoas que não sabem que o coração ainda deve estar em atividade e que pensam que os médicos aplicam injeções letais para fazer com que o coração pare. Alguns têm um pensamento totalmente diferente do que realmente acontece. Para haver maior quantidade de doações, tem que haver um esclarecimento completo sobre todo o procedimento. Falta conhecimento por parte das pessoas.
    Outra coisa que atrapalha é que a maioria das pessoas não tem conhecimento das limitações pelas quais nós, que esperamos por um transplante, passamos. Como por exemplo, as viagens. No meu caso, os meus familiares moram a uma distância muito grande de Santa Maria, aproximadamente 300 quilômetros, e eu não tenho como visitá-los. Minha mãe é viva e eu não posso vê-la. Não é possível eu fazer uma viagem dessas, pois preciso de três sessôes semanais de hemodiálise.
    O fato de ter que fazer hemodiálise durante quatro horas, três vezes por semana, limita o horário para trabalhar e reduz drasticamente a chance de conseguir um vínculo empregatício. Eu tenho condições físicas para trabalhar, mas tive que desistir. Recebo uma aposentadoria por invalidez, o que reduz bastante os meus ganhos.
    Essas são coisas que as pessoas têm que conhecer. Elas não pensam sobre esse assunto se não têm alguém na família ou um amigo que espera por um transplante.
    Apesar da dor da perda, a doação é uma forma que a família tem de possibilitar que alguns órgãos dessa pessoa continuem vivos. Nós que dependemos de um óbito, de uma morte cerebral, não queremos que as pessoas morram, mas sabemos que se isso ocorre, os familiares têm mais é que permitir a doação. Até porque, o paciente que sofreu um acidente pode voltar a ter uma vida normal e o transplantado sempre vai depender de tratamento médico.
    Dificilmente, quando se conscientiza a família de que se quer ser doador ela irá se recusar a fazer a doação. Até mesmo em respeito à vontade da pessoa. Mesmo que não seja um assunto sobre o qual as pessoas falam, cada um de nós deve falar para a família sobre sua vontade. Não adianta existir lei, se é a vontade da família que tem de ser respeitada. Por isso, deve haver conscientização.
    Não se pode concordar com o que não se conhece, o esclarecimento é a base de tudo."
Darci José Trevisan - 59 anos - espera por um transplante há mais de seis anos

Fiquei enaltecida e compartilho

Recebi uma mensagem e fiquei enaltecida por saber que o simples fato de compartilhar minhas próprias experiências, como mera portadora de T.A.B.,  fará parte de uma pesquisa. O que me leva a crer que valeu me expor como fiz. Desde que dei início ao site recebi muitos contatos de pares que compartilharam comigo sobre seus transtornos, dificuldades e vitórias. Toda essa troca é sensacional! Confiram:

Jéssica Araújo via Site do Escritor

16:46 (Há 4 horas)
para mim
***MENSAGEM DE VISITANTE ENVIADA PARA O SITE DO ESCRITOR***

De: Jéssica Araújo
E-mail: jeh.b.araujo@gmail.com
IP: 177.39.128.21

Assunto: Gostaria de pedir permissão para incluir seu blog em minha pesquisa

Mensagem:

Boa tarde,
Meu nome é Jéssica Araújo e sou graduanda de psicologia da UFMT. Realizo uma pesquisa intitulada ‘Entre altos e baixos ou transtorno afetivo bipolar? Os blogs como meios de expressão do sofrimento psíquico na contemporaneidade’e gostaria de incluir seu blog em meu estudo
 Caso tenha interesse, entre em contato comigo no e-mail jeh.b.araujo@gmail.com, que lhe enviarei um termo esclarecendo as condições da pesquisa e seus direitos.
Obrigada

(Se não quiser mais ser contatado através do seu Site do Escritor, acesse a página de Configurações da Escrivaninha e desative a seção de Contato)

Teresa Azevedo

Membro Efetivo da ANLPPB - Cadeira 06
(Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro) e
(55-19)92759014/81569740

Acesse o link abaixo e leia meu novo romance "O outro lado de Sameli Mendes"

Valorize o poeta vivo!
Comunique aos seus familiares seu desejo em doar seus órgãos e tecidos após sua morte!

Breve Biografia e livros publicados de Teresa Azevedo

Até ontem publiquei várias poesias do livro "Poesia com Brandy". Hoje apresento-lhes todos os meus livros. Aproveitem o desconto de 25% até 21 de março para adquirir um exemplar de cada no link abaixo:
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Teresa Azevedo

quinta-feira, 13 de março de 2014

Minha homenagem ao Dia Nacional da Poesia e aos 167 anos do nascimento de Castro Alves

INSPIRAÇÃO

A inspiração se escondeu.
Vou encontrá-la, prometo.
Não fico sem minha POESIA,
nem de noite e nem de dia.
É ela que me dá vida,
é meu desabafo e apego.

O LIRISMO

Se não há poesia, nada se cria!
Para qualquer inspiração existir,
há de o lirismo persistir.




Poesias retiradas do livro "Poesia com Brandy" de Teresa Azevedo

Rumo à estratosfera

RUMO À ESTRATOSFERA




Içar velas rumo ao norte.
Navegar olhando as estrelas.
Sentir o vitaminar do sol da
manhã em seu corpo nu...

Refrescar-se com a chuva branda
e assustar-se com as tempestades.
Nas noites frias, aquecer-se
com a sede e o fogo da paixão...

Mas, nas noites quentes, mergulhar
nas mágicas águas do prazer.
Em devaneios, abstrair-se do tempo.

Temperar a vida com aromas, cheiros,
pimenta, cores, amores e sonhos.
Voar como um supersônico rumo à estratosfera.

Texto retirado do livro "Poesia com Brandy" de Teresa Azevedo

Ensurdeci

ENSURDECI



Convite pipocando no ar.
Bailar no encantamento,
rodopiar na emoção.
Entre pirilampos,
verdes campos,
borboletas azuis.
Estranhos modos,
montanha-russa,
brutos, pasmos, 
condescendentes.
Ensurdeci aos gritos!
Fugi no adeus...

Texto: retirado do livro "Poesia com Brandy" de Teresa Azevedo


quarta-feira, 12 de março de 2014

Apresentação do livro "Poesia com Brandy" de Teresa Azevedo


A bela Mariane posa para Scott em um dos jardins da casa de veraneio dos tios. A menina é sobrinha de sua esposa, mas ele a observa apaixonado enquanto a contorna na tela, e sente seu corpo ferver como se a estivesse tocando. Sua beleza e doçura despertam em Scott os sentimentos de um jovem, e Mariane parece corresponder aos anseios do romântico artista, além de estar sempre por perto quando o tio pinta ou mesmo fala sobre suas obras. Ao contrário da tia, a menina se sente envolvida pelos magníficos dons do tio ao piano e pela grandiosidade de suas obras, tão perfeitamente detalhadas.
Mariane escreve poesias com força e magia transcendentais, convida ao amor como se oferecesse o seu próprio. A despeito da repreensão da tia, a garota participa da hora do Brandy com os homens da casa, discute com maturidade sobre os mais variados assuntos e chega a desafiar conceitos, mas age com graça e segurança em situações adversas. Seu comportamento ousado, e ao mesmo tempo meigo, desperta nos homens desejos de estarem sempre ao seu lado. E a casa esconde amores velados e proibidos.

A autora.

Texto: Apresentação do livro "Poesia com Brandy" de Teresa Azevedo


Imagem: "Têtes de Suppliciês" - Obra de Theodore Géricault.

Venham gargalhares aqui e agora

VENHAM GARGALHARES, AQUI E AGORA!


Não foi um trava-línguas que me deixou perdida,
enrolando palavras, confundindo a ordem da vida.
Não foi um travar de pensamentos e emoções.
Não compreendo ao certo o que houve e ainda há em mim,
só sei que estou crua, triste e fria como uma lápide.
Tento reaver os sentidos, mas estão abatidos,
há um sofrer, uma dor que não compreendo.
Sem motivos aparentes fiquei estagnada.
Quero seguir sorrindo, criar, cantar,
mas de falência múltipla me compus em um tempo.
Passe, tempo cruel, vá-se de mim,
vá para bem longe, não me condene.
Espantos e lamúrias, eu os rejeito já.
Venha, alegria plena de meu ser.
Venham a mim, cânticos e danças,
Esplendores e gargalhares, eu os espero.
Pois em mim há um Deus único, sem tamanho,

não existem motivos para tristeza, só alegria.



Texto: Teresa Azevedo do livro "Poesia com Brandy"

LOUCURA II

Vieram os homens.
Arrombaram minha mente,
Destroçaram meus sentidos.
Condensaram minhas lembranças e
Retalharam meu ser original.

De mim restou apenas palha
Seca e sem vida.
Desidratada...



Texto: Teresa Azevedo retirado do livro "Poesia com Brandy"

terça-feira, 11 de março de 2014

Crescer sim, beber não!


Vrum...! Brincou menino.
Cresceu guri... Ah! Bebeu!
Não!!! Atropelou...

Teresa Azevedo





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SINOPSE

Poesia com Brandy é um apanhado de poemas inspirados no amor.
Como um bom conhaque, que preenche lentamente a boca de sensações, este livro proporcionará ao leitor nuances poéticas com variações de consistência, sabor e aroma.

Perco-me atrás de pilhas de teses.
Sólidas e consistentes, de outrem.
Abstratas e inexistentes, minhas.

Em uma experimentação contínua, venha saborear cada verso e inebriar-se ao sabor do amor através dos olhos de Teresa Azevedo.

Comentário a partir do texto de Sofia Rodrigues - WAF


segunda-feira, 10 de março de 2014

Já é tarde... E daí?

Já é tarde


Basta-me o passar das horas.
Ficam as badaladas idas,
Horas extraídas do tempo.
Inclinações desmanteladas.

Já é tarde... O que fazer?



O trem passou e eu aqui.
A menina cresceu – e eu?
O velho morreu, chorei.
As forças são fracas. E aí?


Um espelho quebrado.
São as rugas,
Uma mão que estremece.

Já é tarde. E daí?


Texto de Teresa Azevedo


Pintura de Eugenio ZampighiI



Casados em cópula



Colcha de conchas
Cortina de cacos
Casa e cômodos
Casados em cópula
Gritos dispersos.
Dis(tintos) senhores
Vinhos, sabores


Texto de Teresa Azevedo extraído do Livro “Ondulações” que pode ser adquirido no site www.clubedeautores.com.br


Escultura de Auguste Rodin

Você o príncipe e eu a rosa




Como alcançar o inalcançável?
Como tocar o inacessível?
Como contemplar o invisível?
Como ouvir canções mudas?
Penso, repenso, e não compreendo:
Qual a razão de tamanho engano?
Tão perto do corpo e tão distante,
Tão longe da mente e tão aqui.
Tudo que preciso é de uma chance,
Uma oportunidade de sentir.
Mais uma única vez, que seja,
Um único momento sendo só meu.
Não me despreze mais.
Não fuja ou minta.
Não se acovarde.
Não resista.
Seja piedoso e dê-me um pouco de si.
Não me deixe assim com tamanha tristeza,
Com um peito que sangra incontinente,
Com a velha ferida ainda aberta.
Um dia me cativou.
Você o príncipe e eu a rosa.
Não me deixe aqui tão só,
Seja generoso.
Você se esconde atrás de si mesmo.
Ama-me, mas não admite.


Do livro: Peripécias de Poeta de Teresa Azevedo que pode ser adquirido no site www.clubedeautores.com.br

quinta-feira, 6 de março de 2014

Minha mente



Minha mente é mesmo assim: pensa, pensa e pensa...
Voa, voa e voa.
Sou como um pássaro que sobrevoa
muitos ninhos ao mesmo tempo.
Eu sempre estive entorpecida
sem jamais usar qualquer droga ilícita,
Sempre gargalhei sem ouvir piadas
e me debulhei em lágrimas sem ouvir "nãos".
Sou intensa! 
Gosto de falar sem receios de ser mal interpretada –
ainda que seja
– Não dou acabamentos finos às minhas palavras,
especialmente para pessoas em quem confio.
Já me compliquei por ser assim,
mas não tenho reservas em pedir perdão.
E peço, repeço, imploro e choro se for preciso:
apenas me rasgo e desnudo.
Falar como falo me faz sentir no clímax
sem que lá esteja.
Descanse! Tenho plena consciência dos limites,
o que almejo é apenas um pingue-pongue de verbos.

Do livro "Ondulações"

quarta-feira, 5 de março de 2014

Bipolaridade Crua

BIPOLARIDADE CRUA



Uma impaciência irrompe meu peito
e ele explode em qualquer agonia
mesclada de alegria e dor,
desejo e consciência,
medo e magia, desconcentração...
Por querer sua boca na minha
e seu calor a queimar-me as entranhas.
Enlouqueço ao desenhá-lo com
os olhos e o materializo mentalmente,
pronto ao meu toque.
Seu cheiro, o que guardo, inunda o ar
e me embriaga. E eu, excitação!
Ah! Este lado de mim, casca, inverdade...
Dos poucos que me renderam méritos.
Sucumbo com o passar das horas,
com o sono das noites mal dormidas,
e me deprimo com o que restou de mim.
Avalio o que tenho lhe passado de bom:
Nada, talvez, ou breves momentos errôneos,
brumas de uma personalidade distorcida.
Uma outra face, colérica e dissimulada,
facetas distintas de minha bipolaridade crua.
Amo e odeio, a você ou a mim, não sei...
Elevo-me em canduras ou em afrontas
e caio desvalida ao piscar dos olhos.

Do livro "Poesia com Brandy"


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